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Intermezzo | |||||||||||||||||||
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Tudo isso, por amor? Ele vai casar. No proximo dia 26. Ele vai casar e ainda tem coragem de comentar comigo que esta nervoso. Que deu um jeito nos dentes do pai (ele é dentista), na semana passada, e que os pais estao ansiosos, e que ele parece um menino assustado. Tà morrendo de medo. Embora namore hà nove anos. Embora acredite que é a mulher certa. Mas ele titubeou...titubeou, porque tinha medo de descobrir que "ela nao era mesmo a mulher certa" - palavras dele. Titubeou, porque (sempre com suas palavras) de repente, ele poderia me ver, e seria como ele sabia que seria: maravilhoso, màgico, até porque sabe como o diferente maqueia tudo, nao? Entao ele disse que, se me visse, ele iria ter dùvidas, mas sabia que mesmo com as dùvidas ele iria casar, porque nao é de se jogar. Porque nao é de arriscar. Porque nao faria jamais bungee jump. Porque a estabilidade é a coisa que ele mais preserva. Porque sabia que aqui, profissionalmente, eu jamais seria como ele me conheceu, e que, me conhecendo, sabia que eu nao ia me estagnar, aceitar estar aqui, e ele, por sua vez, nao teria coragem de ir "a terras desconhecidas". Entao, estariamos em uma encruzilhada. E ele, lembrem, nao gosta de encruzilhadas. Nao gosta nem de palavras cruzadas. Nao gosta de vidas cruzadas. Gosta de viajar uma vez ao ano a Sardegna, de nadar na piscina do clube no verao, gosta de rever os pacientes que sempre tornam ao consultòrio, de ir à missa em datas cristalizadas ao longo do ano, do seu carro ultimo modelo, do status, da sua vida faticosa - ou, como cantariam, "complicada e perfeitinha", da hipocrisia que rodeia algumas relaçoes sociais... Disse que nao a deixaria, mas estaria mal por anos, pensando como seria se tivesse ficado comigo. Apesar do medo, ele, ao tomar essa decisao, se sente pronto a "mudar" a vida, a mudar a casa... a fazer feira, conta no fim do mes... a ter uma casa na praia, um filho, um cachorro. A enfrentar sogra, cunhado, sobrinho, parente, natal, dor-de-cabeça recorrente. Tudo isso, por amor. Eu sou o diferente. Eu sou o que ele quer e o que ele teme. Eu sou a representaçao de tudo o que ele deseja, mas nao tem coragem de assumir. Eu sou o que ele se pergunta todas as manhas "...e se?". Entao, se ve que apesar de tempos e tempos de conversas que permeavam da crise do ecossistema global até as elucidaçoes psicològicas contidas na mitologia grega, passando, claro, por assuntos de saude (como as vàrias discussoes sobre exames, doenças, sinais e sintomas, entre outros assuntos chatos que os profissionais da saude teimam em falar)... apesar disso, o diferente é diferente, e sò. Como cantaria Caetano, "... é que Narciso acha feio o que nao é espelho". E o espelho, nesse caso, é ela. Eu o conheço como ele se mostrou. Ele me conhece como eu me fiz. Mas, talvez por isso mesmo, talvez conheçamos um ao outro mais do que muita gente que faz parte do nosso dia-a-dia. E assim a roda gira. "...la voglia di non ragionare, ma vivere sempre disposto a rischiare e ridere...riderne... Semplicemente"
Escrito por Fê Colares às 15h08 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Nao ha perdao para a chata Cansei desse papo de que nao me reconheço mais. Estou ha meses dizendo isso pra mim, e isso nao é salutar, porque nao me impele a ver as coisas como realmente sao. As coisas... como diria o meu amado, e preferido, e idolatrado (salve, salve!) Drummond de Andrade, "...que tristes sao as coisas, consideradas sem enfase". E' isso aì! Nao quero mais me lamentar - embora as esteja olhando sem enfase. Mas sei que nessa fase de nao-lamentaçao, um pouco "carpediemniana", isso inclui tambem nao pensar muito, inclui estar um pouco entorpercida, ou, como cantaria Zeca Pagodinho, devo "...deixar a vida me levar". Cansei de ser chata. E se lamentar é ser chata. E "nao ha perdao para os chatos", né, Cazuza? Talvez eu esteja metendo os pes pelas maos. E', talvez sim. Mas tambem todo mundo precisa cometer algumas loucuras na vida, nao? Sempre fiz as coisas mais ou menos certas. Apesar de escolhas erradas (leia-se profissionalmente, principalmente, e - quem sabe? - ter vindo morar na Italia), sempre fui muito dentro dos padroes, digamos. Hoje, nao que eu queira o escandalo, mas quero tirar proveito do que disponho em maos. E o que disponho? E' estar num lugar no meio do nada, mas perto do mar, no verao? Entao, vamos pra praia! E' ter homens diversos, de idades diversas, me cortejando? Vamos là: vejamos quem corteja melhor, quem me ganha - nem que seja pra terminar essa temporada aqui. Nao que eu realmente goste disso. Que eu realmente queira dar pra qualquer um - nem estou fazendo isto...hehehehe. Mas, às vezes as circunstancias nos impelem pra determinadas coisas. Sempre fui a namoradinha. Sempre. E aqui continuei a ser, mas, pelo jeito, nao era o momento, nao era a pessoa, nao tinha de ser. E', porque quando nao tem de ser...nao adianta reza, choro, nem mesmo a dança da chuva. 'Cabou-se. Vejam eu: eu tenho residencia, sempre fui uma profissional excelente, falo o italiano bem - às custas de anos de estudo, sou uma (de duas) das primeiras que a empresa manda do Brasil. Onde estou? Em Fossalta di Portogruaro. Alguem ja escutou falar? Nao? Nem eu... Agora, descubro que a empresa tem (ja tinha antes?) a possibilidade de mandar profissionais para Milao, em um centro especializado em cardiologia, onde se pode fazer ate especializaçao em cardio. E por que cargas d'agua eu estou aqui? Pra fazer curriculum? Que curriculum? Trabalhando em uma casa de repouso? Aprendendo o que? A esquecer o que aprendi? Minha amiga Larissa diz que é destino. Que deve existir uma razao. Nao quero mais buscar razoes. As vezes uma razao nos alenta. Fiz isso nos primeiros meses. Era porque eu tinha de ser mais humilde. Mais madura. Mais generosa. Com menos pré-conceito. A aprender a dividir, a aceitar as diferenças. Foda-se. Nao quero mais achar razao pseudofilosofica pra estar aqui. Nao tinha de passar por isso nao. Pra estar em cidade pequena eu tinha continuado em Surubim, ou ia me enclausurar em Mamanguape, aquele fim de mundo. Mas eu estou na Italia. E quero aproveitar. Bem, mas eu disse no começo, basta de ser chata. Entao, prometo a mim - e ao meu blog, que nao me lamento mais - ao menos da minha condiçao profissional no momento. Esse foi o lamento-despedida. Por isso tinha de ser grande. Mas, proprio por isso, preciso de compensaçoes. Nao é a vida à base das compensaçoes? Entao, eu mereço sim meter os pes pelas maos, ao menos um pouco, nao? Por exemplo, dei um trago em um cigarro de maconha - que juro que nao sei se era maconha mesmo, escutando Bob Marley. "Don't worry about a thing, 'cause every little thing gonna be all right". Foi tao rapido que nem pude contemplar o momento. Adolescente, eu sei. Mas e daì se fiz trinta? Quero acreditar na musica. Every little thing gonna be all right! Vejamos. Beijos a todos.
Escrito por Fê Colares às 13h27 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] "Quem te viu, quem te ve. Quem nao a conhece, nao pode mais ver pra crer; quem jamais a esquece nao pode reconhecer!" Dizem que escrever faz bem, que ajuda, e tambem por este motivo comecei a escrever esse blog, em tempos idos - tao idos, que nem parece que era eu. Mas ai, de repente, as mudanças chegaram, e foram tantas mudanças, que em quase seis meses eu consigo visualizar ciclos que se fecharam, e outros começaram... a idéia que eu tenho é como se eu estivesse aqui ha tempos. Provavelmente quer dizer que estou vivendo intensamente, mesmo o que nao se tem pra viver. To muda. Nao tenho dado muitas noticias aos meus caros. E nao por orgulho, ou por maldade (ate aqui nao to escrevndo como fazia). Mas é um tempo de grande intensidade interna. Me sinto muito barulhenta. Muito mesmo. Nao perdida, nao triste, nao mal, mas barulhenta, indecisa, indefinida. Pronto, achei a palavra: indefinida. Coisas que eu fazia antes, como uma simples ida ao cinema, nao faço mais porque aqui nao tem cinema...kkkk. Ir a uma livraria...o que é isso aqui? kkkk... Em compensaçao, atitudes antes impensadas...estao acontecendo. Entao...em certos momentos, nao me reconheço. Nao estou falando isto em um sentido ruim, mas ate de melhorar a personalidade... E em pontos negativos tambem. No sentido sentimental, tem aparecido uns paquerinhas. Se fosse por quantidade, eu nao teria do que reclamar. Nao mesmo. Ate interessantes, uns mais do que os outros... mas a quantidade nao importa. Tive dois prenuncios de estoria aqui que poderiam ter dado certo. Um, que ja vos falei, que foi o que mais mexeu comigo. E' alguem que eu investi, que tambem investiu em mim, que tivemos momentos muito agradaveis juntos, varias datas festivas (Natal, Revéillon, Carnaval, Dia dos Namorados, aniversario...), mas que depois a relaçao por si sò se transformou. Nao quero culpa-lo: quem investiria em uma relaçao com uma pessoa de outro paìs que nao sabe se quer ficar ou ir embora? E' tambem uma questao de se resguardar. Pois é, eu era - e sou - indecisa em relaçao a isso, e ele se protegeu. Entendo perfeitamente. A outra pessoa, parecia um script di Hollywood, com direito a corrida atras do trem e tudo. Nos conhecemos na Fontana di Trevi. Existe lugar mais romantico? Otimo, atencioso, fez todos os meus gostos, mas...nao dà! Falo ainda com os dois. Nao os vejo mais, mas eventualmente falo com eles. Mas sabemos que nao vai adiante. Sentimos. Daì, surgiu minha fase voluvel. To na fase voluvel. O problema é que, como nao sou voluvel, nao me sinto completamente à vontade. Mas, de repente, preciso passar também por essa fase. Sei là... O primeiro, me disse que sou muito "brava", se fez de amigo, me aconselhou... Mas, ate onde sou mesmo "brava"? E a fase barulhenta continua... Escrito por Fê Colares às 10h37 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] O cinismo... To com medo de deixar de acreditar. Deixar de acreditar em geral. Deixar de acreditar no amor. Nao quero ser cinica como estou me tornando. Mas ainda ha uma chance pra mim: enquanto revejo esse filme maravilhoso, mas havia esquecido esse curta, me emociono... Sei là, quem sabe ainda ha um jeito de eu voltar atras. Ah! O filme é "Je t'aime, Paris", e o curta é "Place des Fetes".
Escrito por Fê Colares às 17h07 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] "...amou daquela vez como se fosse a ùltima..." Eh, Deus! Aqui nessa terra to mudando tanto... Graças a Deus, quase sempre pra melhor: se voces vissem a quantas estou passando pra aprender a ser mais humilde (nao que eu fosse soberba, mas tinha muito a melhorar), mais pratica, mais tanta coisa... e também tenho vivenciado algumas coisas que nao gosto, mas... Por exemplo, eu vivi uma relaçao fast-food. Em pouco mais de dois meses vivi todas as etapas de uma relaçao - à parte o casamento, claro! Mas, as outras...tudo! O bom é que pelo menos ninguém teve de passar pelo incomodo de ter de terminar... como canta Caetano, "... sem desespero, sem tédio, sem fim.". Realmente, nao tivemos fim. Apenas nos falamos cada vez menos, e aquela intimidade tremenda que em tao pouco tempo passamos a ter, de um pensar no outro, e o outro ligar...uff...sumiu! Mas eu, eu sabia... coisas de mulher, sei là. Eu sabia. A ùltima vez que nos vimos foi no aniversario dele, e foi muito bom. Saimos pra dançar, depois fomos pra casa, dormir juntinhos...mas eu sabia! Foi tudo bom, tudo igual, mas eu sabia que seria a ùltima vez. Mas, sabe o que é? Eu nao sou assim! Eu nao sou acostumada, eu nao acho natural pra mim uma relaçao fast-food. Nao adianta! E' como canta Renato Russo, "... e o erro de ser barco a motor e insistir em usar os remos...". Nao adianta! Se nao acho natural fazer o papel de mulherdetrintaindependentebem resolvidaemtodosossentidos, nao o faço mais! Pronto! Sem falsa modestia, quem perdeu foi ele! Beijos a todos. Escrito por Fê Colares às 12h19 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] "A vida tem sons que pra gente ouvir precisa aprender a começar de novo..." Hoje é um dia feio. Chuvoso, muito frio. Me faz lembrar dos filmes passados na Inglaterra - sei là porque pensei em Inglaterra, quando poderia ser qualquer lugar chuvoso - talvez, pelo tom cinza do céu. Falando em tom cinza, sò aqui realmente entendi o sentido da frase de Renato Russo, "... veja o sol desta manha tao cinza, a tempestade que chega é da cor dos teus olhos castanhos...". Todavia, mesmo sendo definitivamente um dia feio, também é um dia bonito. Enlouqueci de vez? Nao! E' que um dia assim nos faz pensar - quando temos tempo pra pensar (e isso é importante dizer na minha atual circunstancia...kkkk), nos faz pensar em tantas coisas. Um dia assim nos deixa mais introspectivos. Nao tristes, mas mais sensitivos em relaçao a nos mesmos. Eu hoje nao trabalhei. Sou "libera", como diz a lingua italiana, e agora entendo que realmente é um dia "livre". Fui ao supermercado, e tive vontade de dirigir pelos varios locais incrustados no recondito do nordeste italiano, mas como estou sem habilitaçao :( Hoje eu queria ver o nada, sò as casas, as varias casas lindas ao longo das estradas, que parecem nao serem habitadas... Alguém pode dizer que é triste isso, e na verdade o é, mas hoje, um dia triste, seria redundante - se transformando em uma coisa bonita, apenas. Ainda nao comecei a fazer o meu objetivo de quando cheguei aqui. Apenas amanha começo a viajar mesmo. Conheci algumas cidades por perto, como Udine, Pordenone, sou jà adepta de Veneza - a cidade ja me parece familiar, embora hoje estou em uma cidade bem pequena hà setenta quilometros da "Serenìssima". Imaginem, eu, uma pessoa extremamente cosmopolita, tendo de me adequar a uma cidade pequena - eu que odeio cidades pequenas. Mas é assim que melhoramos, ou, ao menos, aprendemos na vida. Em apenas tres meses na Italia me sinto mudada. Ainda tenho muito pra melhorar. Muito mesmo. Nao que eu fosse uma pessoa ruim, mas era disso que eu sentia falta. Era disso que eu sentia necessidade. De um estimulo externo forte, que me fizesse ter de mudar certos paradigmas. Meu povo, nao é facil! E' extremamente dificil. Mas precisei sair do "lugar-comum", pra, a duras penas, ter de melhorar em certos aspectos, como, por exemlo, ser mais tolerante. Quem me conhece, sabe que a tolerancia nunca foi meu forte. Nem comigo. Mas aqui, ou se é tolerante, ou voce nao vive. E eu nunca fui de desistir. O ritmo de trabalho é muito diferente. Mas agora estou mais acostumada. Sobre essa parte, nao quero comentar. Sinto falta dos meus sobrinhos. Dos meus amigos. Mas, de verdade, ainda nao senti uma saudade louca, ou vontade de voltar pra casa. As vezes bate o "banzo"...kkkk, mas dai, voce olha e ve que a escolha foi feita, e o retorno esta aì, todos os dias, aos seus olhos. E' a possibilidade de, além de conhecer outra(s) cultura(s), voce se conhecer. E' aquilo que fala os varios filmes, livros, frases, das pessoas que veem a viagem como a viagem para dentro de si. E' essa possibilidade assustadoramente maravilhosa de se saber sò, voce e Deus. Entretanto, como diz o ditado, "nem tudo o que reluz é ouro". E' importante uma experiencia assim tambem pra se valorizar algumas coisas antes desapercebidas. E' por isso que acho que todo mundo deveria morar fora do paìs, um tempo, se possìvel. Vou assim... to vivendo mesmo o Carpe Diem... Quero trabalhar - afinal de contas, é atraves desse trabalho que vou pagar as contas, inclusive as viagens que quero começar a fazer. Vou viajar. Vou beijar na boca de quem quiser realmente me beijar na boca - e que eu queira também, claro! Vou ser autodidata - ao menos em Enfermagem, nao teria como ser diferente ;) Vou esperar o que Deus me reservou. Se for voltar, no ano que vem, voltarei feliz. Pra novamente recomeçar. E eu... mesmo se quase aos trinta, eu estou sempre recomeçando. Beijos. Escrito por Fê Colares às 13h56 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] "Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, nos bares, levanta os braços, sorri e dispara: ´eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também´. Somos livres para optarmos! E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento." Arnaldo Jabor Escrito por Fê Colares às 13h22 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Feliz Ano Novo Povo, Eu sei que fiquei de contar as minhas aventuras no Velho Mundo, e nao tenho feito isto. Perdoem ai, mas nao tenho tido muito tempo nao: é curso, é lugar pra ver enquanto nao começo a trabalhar... Assim, quero sim contar as coisas, mas nao farei um resumo...hehehe. "...Quem nesse mundo faz o que ha durar? Escrito por Fê Colares às 13h34 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] "Voce nao sabe o quanto eu caminhei pra chegar até aqui..." "...percorri milhas e milhas antes de dormir, eu nem cochilei. Os mais belos montes escalei, e nas noites escuras de frio chorei. A vida ensina e o tempo traz o tom pra fazer uma cançao, com a fé do dia-a-dia encontro a soluçao..."
Como acaba de falar minha amiga, e agora companheira, "...como tudo chega!". E' a primeira vez que escrevo desde que cheguei aqui na Italia. Também por isso, nao me massacrem pela falta de pontuaçao. E' que o teclado daqui é diferente. Entao, nao é que to emburrecendo nao....kkkkk. Chegamos aqui, eu e Lara, no dia 30. Poxa, foi tanta correria nos ultimos dias que nao dava nem para escrever. Fizemos Recife - Natal e Natal - Milano. Deus é muito misericordioso e fez tudo certo. Tudo! No aeroporto, foi um chororo geral, mas eu tava meio anestesiada, que nem chorei. Era tanta gente pra falar, por fone, pessoalmente. Me senti a propria...kkkkk! Em Natal, Poli e Eden foram nos ciceroniar, e foram demais. Demais mesmo. Devo favor a muita gente, entre eles. O voo foi tranquilo. Foi complicado entrar no aviao, com toda a italianada que voltava do Brasil. Vou te contar! Acho que se tinham vinte mulheres no aviao tinha muito. Era so a macharia. Isso nao é tao agradavel com a fama que tem Natal, mas...deixa pra la! Mas, pelo menos, eu e Larissa nao podiamos nem respirar que se levantavam uns cinco pra nos ajudar a colocar a bagagem de mao no lugar, pra tirar algo de la, etc. Enquanto eu acompanhava no video onde estavamos, durante o voo, no meio do Atlantico, na costa da Africa, eu ficava pensando em como Deus tinha me concedido essa Graça. Larissa ficou emocionada quando passamos por cima de Noronha, porque quando ela morava la, e passavam aqueles avioes beeeeeeem alto, que ela sabia que eram internacionais, ficava se perguntando quando estaria em um daqueles, e o dia chegou. Chegamos aqui mais ou menos meio-dia e meia. Bruno estava nos esperando. De la nos levou pra almoçar perto da casa dele, em Milano, em um restaurante lindo lindo. Bruno é um cavalheiro. Sabe aquele que abre a porta do carro, que puxa a cadeira... ai ai ai... Viajamos até aqui, com Bruno nos falando os costumes dos lugares por onde passavamos. Chegamos aqui, no hotel, mais ou menos às 19 h. E' um Bed and Breakfast chamado Alle Lagune. Muito bom. Estamos com pensao completa, e te digo que nao temos do que reclamar. A comida é tao boa que estamos com medo de engordar...hehe. E' em avenida principal, e se pode ir andando ao centro. Como estamos em Mestre, a parte de terra firme de Venezia, podemos pegar um onibus e em dez minutos estamos em Veneza, aquela dos filmes... Voltando ao dia da chegada, mais tarde, na mesma noite, Cristian veio nos pegar e nos levou a um jogo de basquete masculino, onde o Umana Reyes, o time da Umana, estava jogando. Pelamordedeus! Voces nao tem noçao do tanto de homem lindo e maravilhoso...aff! Deixa pra là...kkkk. Depois do jogo, fomos eu, Larissa, Cristian, Bruno e Loredana, uma enfermeira romena, jantar em um restaurante lindo, no caminho de Treviso. Sem comentarios! Tudo ma-ra-vi-lho-so! Depois, viemos ao hote... Nos outro dia, encontramos Lara, que veio nos recepcionar, mas começamos mesmo foi a estudar intensamente para o exame do IPASVI. Ah, povo... agora to cansadinha... aguardem cenas do proximo capitulo....kkkkk. Beijos.
Escrito por Fê Colares às 20h09 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Será que Platão anteviu a minha vida? Todas as minhas amigas zombam de mim porque amo John Carter. Não, sério! John Carter, pra quem não sabe, é médico de ER, série que passa na Warner, e passava, nos anos 90, na Globo. Ou, pelo menos, era médico de ER, porque há mais ou menos um par de anos ele saiu porque o ator não queria confundir a imagem do personagem com a própria. Assim, o Carter saiu para ir trabalhar na África, e para ficar com o amor da sua vida. Quer coisa mais doce?
Mas, e por que tô falando de Carter agora? Por que será que teimo em contar todas as aventuras dele, desde o tempo acadêmico-adolescente-atrapalhado até o homem maduro que ele se transformou? Será pela cara de abobalhada que faço? Como diz minha amiga Luciana, parafraseando Roberto Carlos, “..esses amores da televisão!” Mas, tô falando isto porque estava pensando: será que a essa altura da minha vida, ainda tô esperando o homem perfeito?
A verdade é que nem tô procurando alguém. Tô meio celibatária, e quero continuar estando. Não quero estar “pulando de galho em galho”, “curtindo a vida”, ou seja lá como chamam essa tendência fast-food das relações de hoje. Não é por moralismo não! É que não combina comigo. Independentemente de eu estar no Brasil, na Itália, no Nepal. Não dá! Não vou me transmutar porque vou mudar de década, daqui há alguns meses, ou mesmo de país. Definitivamente não! Não quero, a cada experiência, pensar que este poderia ser o dono da voz que eu conheceria cada fonema, ou ter de me acostumar e desacostumar com tons de olhos diferentes, a cada experiência frustrada. Nã nã nin nã não!
Mas, a verdade é que lembrei de Carter porque lembrei do meu mito. E lembrei também porque na semana passada eu apaguei o telefone dele dos meus contatos. Afinal, pra que tê-lo aí se ele não é mais um "contato"? Além do mais, no próximo dia 28 é o seu aniversário (não queria correr o risco de mandar uma mensagem ou qualquer coisa do tipo), e, do alto dos seus 36 anos, ele está ainda mais próximo da "minha versão século 21 para príncipe encantado". Sim, porque, na verdade, ele é bem diferente do que eu, no meu conturbado tempo pré-formatura, com monografia, plantões, sonhos e a voz suave dele no meu ouvido, do que eu mitifiquei. Tenho certeza de que ele não deixaria a emergência onde trabalha e iria comigo para o Congo, trabalhar no MSF, ou na Cruz Vermelha, Branca, Verde, ou de qualquer cor do aro-iris, que pudesse desculpar o dia-a-dia onde pensamos apenas em nós. Não! Ele não deixaria os concursos que fez, e faz, para ir comigo, e nem tampouco deixaria essa segurança que acho medíocre. Não preciso superlativizar até a letra dele (“ai, tem letra mais linda que essa não, né?).
Ei! Ô ô...Psiu! É melhor voltar à realidade, e esquecer este mito, e Carter, e até aquele italiano, que também tem um pouco de Carter, que disse que queria te comer, e que você sabe que jamais seria comida por ele, apesar da tentação que ele representa. Menina, acorda! Alôôôô! Amores platônicos não podem existir na tua idade. Volta pro teu corpinho, e pra a realidade que impera nele. Nem que seja pra continuar celibatária....kkkk!
Beijinhos comportados a todos.
Escrito por Fê Colares às 22h43 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] "O amor é como um grão?" "Drão, o amor da gente é como um grão..."
Escrito por Fê Colares às 13h54 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Afastamento Emocional Acho que estou me tornando insensível. Sério! Não que isso seja necessariamente ruim. É muito bom perceber que tenho um certo afastamento emocional de pessoas, de coisas, de fatos. Mas sabe o que é ruim? Infelizmente não posso ter o afastamento de tudo. É involuntário. De algumas coisas, pessoas, fatos...beleza! Outros (as), ainda não! Bem, mas para parar de teorizar e de encher esta blogagem com chatices existenciais sem nexo, vou emoldurar algumas atitudes que endossam esse meu noivo jeito. Por exemplo: agora mesmo acabei de ver um filme beeeem triste. Sabe aqueles dramalhões em que todas as mocinhas românticas, e até mesmo as não-muito românticas, choram rios e rios de lágrima? Aqueles lá, que Hollywood produz, certo de, senão ter um grande estrondo de bilheteria, ao menos ter um público certeiro? Tipo "Um amor pra recordar" ou "Diário de uma paixão"? Pois bem, deste tipo mesmo. Certamente, se Suely, lá de casa, visse este "O amor pode dar certo", todos esses outros citados antes cairiam de posto na sua preferência! Gente, se alguém nunca viu, e gosta do gênero, vá lá ver! Então, a minha amiga, Vanessa, que mora aqui na casa comigo, menina, chorou tanto tanto, que pensei que a bichinha ia desidratar e eu teria de fazer um Ringer Lactato pra hidratá-la (kkkkk!). Não, mas não estou dizendo isto como crítica não! Eu mesma, nos idos tempos, era igualzinha. O que dizer de Titanic? Cara, mas péra. Vou ter de abrir um parênteses aqui falar um pouco do mico de ver Titanic naqueles anos... Então, em plena metrópole (falo do Recife, diga-se de passagem), ver o filme Titanic era uma aventura. O cinema do Shopping Recife era ainda no estacionamento do shopping, e eram apenas três salas. Putz! Vocês não têm noção (ou têm? em qualquer lugar do Brasil foi igual?)! Era tanta gente, mas tanta gente, que você tinha de comprar o ingresso com antecedência. Fui comprar o da minha irmã com horas de antecedência, e ainda passei umas das maiores vergonhas da minha vida, quando a minha "mãe" resolveu fazer um dos escandalozinhos básicos (típico dela, diga-se de passagem) com uma senhora na fila. Mas isto é motivo para outra blogagem... ou melhor, isto nem é motivo para blogagem...kkkk. Mas, retomando: o fenômeno Titanic foi um dilúvio na vida de muitas e muitos também. Lembro de ter chorado horrores, do alto da minha adolescência, quando a Kate Winslet descobre que o seu Leonardo "Jack" Di Caprio havia morrido. Lembrando disto, reafirmo a minha idéia de que Hollywood é a causa primordial, perdendo, talvez, para os Contos de Fadas, para a lobotomia emocional feita em nós mulheres...kkkkk! Ah, mas outro momento inesquecível de chororô televisivo (e esse, de todos os que lembro, ganha disparado!) foi quando Mark Greene morre em ER, se não me engano, na oitava temporada. Gente, eu nunca chorei tanto por filme, livro, novela, ou algo desse tipo, em toda a minha vida. Eu coloquei uma almofada na boca para abafar os meus soluços. E quando o meu cunhado, em um misto de susto e gozação, veio saber o que era, eu dizia: "...é Mark, Júnior, é Mark que morreu". Mark? Parecia meu amigo de escola...hehehe! Até hoje, quando lembro, ou escuto "Over the raibown", lembro disto. A lista não pararia por aí... Mas por que estou falando sobre isto? Estou falando porque hoje vi este filme, e sem dúvidas, em outros tempos, aff! Quero nem pensar! Pior que Vanessa, na certa. Teria ido até pro Voluven - o Ringer seria fichinha...hehehe. Mas, não. Não chorei em momento algum. É claro que o filme todo me tocou, mas não chorei, e nem mesmo estava prendendo o choro não! Não chorei mesmo, e ponto. Em um momento mais "tocante", digamos, eu olhei para a minha amiga, che chorava copiosamente, e disse: "Oxe, Nessa. Pensa que é só um filme!". Aff! Isso seria insensível mesmo, racional, ou uma tremenda seqüela emocional? kkkk... O bom de tudo é que realmente tô mais desapegada. Beeeeem mais. Embora ainda sinta o peito dilacerado, eventualmente, eu hoje consigo manter um afastamento emocional. Nem sempre (sou sangüíneo, lembram?) é possível, mas tento. O bom seria que eu tivesse o mesmo tipo de sentimento por tudo ou todos. Mas não! Acho que a minha atitude atual é pelo medo de ser boba. Mas qual é a maior bobagem? É se podar? Bom, não sei. Essa resposta definitivamente não posso dar. Só o tempo. Deus. Boh. Mas o que sei é que tento me resguadar mais.
Beijos a todos.
Escrito por Fê Colares às 00h00 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] "...tenho 29 anos de sonho e de sangue, e de América do Sul..." Ano. Anos. Os anos. Estão passando assim, despretensiosamente. E as "vãs preocupações", como diria a Bíblia, vão nos consumindo (ou ao menos consomem a mim) e nem mesmo nos apercebemos. Ad esempio, o tempo que não tenho estado aqui, por toda essa "ocupação"... Se este blog fosse um daqueles bichinhos famosos na década passada... aqueles lá, que você tinha que alimentá-los... Ixe! O meu tinha morrido há tempo...kkkk! Mas, eis-me aqui! Parece que a vida tem mudado. Embora eu ainda seja esta aqui, condizente com o título desta blogagem, mas, "desesperadamente gritando em português", Deus tem ouvido minhas preces. E as coisas estão acontecendo. As coisas vão acontecer! Provavelmente vou ultrapassar a esfera da América do Sul..:) Bem cansadinha... mas esperançosa!
"A esperança é a coisa com penas" Emily Dickson Escrito por Fê Colares às 23h59 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] O mito - O Retorno Escrito em 18/08/08 - blogado hoje por problema na internet local
Hoje eu quero escrever sobre tantas coisas. Faz um bocado de tempo que não escrevo, e repentinamente, tenho tanta coisa para falar. Até porque como estou bastante estressada, vou me desestressar escrevendo... Eu quero novamente estar debaixo das asas de Deus. Nesse momento estou escutando umas músicas que Humberto passou para o computador. É tão bom estar assim, sentindo que Deus está, ao menos, nos escutando... Eu sei que sou rebelde, porque sei que Ele me chama para a Obra, e eu reluto, e luto, até... É tão difícil! Eu reluto porque olho para os homens, quando deveria olhar para Cristo, mesmo se a obra Dele beneficia os homens. Ah, os homens... como eu ando descrente com a humanidade! Engraçado dizer isto tendo amigos maravilhosos... Mas é a realidade! Eu queria tanto sentir amor, aquele amor que Jesus falava, o amor filos. Sei lá, acho que faz muito tempo que o perdi, nem mesmo sei onde. Hoje, eu amo quem me ama, quem me é conveniente amar, quem passa pelo crivo do meu senso crítico. Não são poucas essas pessoas, mas... como diria a Palavra, assim é bom demais, né? Ruim é amar aquele lá, aquele “espinho na carne”. Cavolo! Eu simplesmente não consigo! Simplesmente não consigo amar o diferente... Na verdade, como diria Caetano, “...é que Narciso acha feio o que não é espelho”. O pior é quando o outro, o não-espelho, que tem atitudes abomináveis (para ti), ainda se acha no direito de querer te subestimar... Não! É demais, né? Ultimamente, tenho me sentido meio Álvaro de Campos (novidade, hem? kkkk!), e quero bradar a plenos pulmões: “Arre, estou farto de semideuses. Onde é que há gente no mundo?”. Ou mesmo, me valer de palavras bem menos educadas... Vaffanculo tutti! Mas não! Não vou deixar que os acontecimentos me deixem à margem de mim mesma. Mesmo se dentre um desses acontecimentos é a indefinição da minha vida, e a certeza de que nos próximos dias, nas próximas semanas, ela será resolvida. Ai ai ai, Deus... ah se os desejos do meu coração forem contemplados! Aí sim vou ver que realmente um novo dia começou na minha vida. A Itália tem reaparecido na minha vida. Essa semana um dos meninos que é meu contato no Badoo entrou em contato comigo porque estava vindo ao Brasil... Então, ele me ligou, veio ao Recife, e fui cicerone. No sábado fomos ao Downtown... Meninos, vou abrir um parênteses aqui: o Downtown, eu havia ido há exatos seis anos, e continua muito bom. Na verdade, só não foi melhor porque a Papaninfa (que amo!) fez um tributo a Pearl Jam, e não sou muito fã deles. Falando em Papaninfas, eu dei por falta de Thiago Guerra (eu era vedete dele – imagina, um pirralho de 23 anos...hehehe!), e de Vinícius. Só depois descobri que eles se transferiram para São Paulo, com a Terceira Edição, que era a banda principal deles (e, agora, única). Que pena! Não vou ver mais Vinny cantando, nem Thiago, que sempre foi o meu preferido. Mas, ao menos, eles estão com mais chances – até já apareceram na MTV. Mas, voltando a falar nos italianinhos, fomos eu, eles, Gilzinha e Norma... No domingo, fomos eu, eles e Arichele almoçar no “Casa dos banhos”, vulgo “Bar do dique”. Perfetto! Depois fomos ao Recife Antigo, para a feirinha do Bom Jesus... A única coisa ruim foi um estresse com o carro, e resolvemos não ir mais a Olinda. À noite fomos eu e eles ao Boteco. Bem, nessa hora aconteceu uma coisa engraçada: eu, que sempre fui muito “bolada” com essa estória “...do que o povo vai pensar”, meio que me libertei disto ontem. Porque, vejam bem: eu estava no meu bar preferido em Recife, sozinha com dois estrangeiros, em um domingo à noite, que é cheio de homens. Bem, algumas vezes o meu superego queria me massacrar, com o típico “estãopensandoquesouputa”, mas, daí, desencanei! Não tenho jeito de puta, estava conversando claramente em italiano, e não fazendo de conta, escrevendo dicas, e todos em volta poderiam ver a minha postura. Mas também, se querem pensar... problema deles! Peguei meu táxi, sozinha, e vim para casa. Pronto! Foi tudo muito legal, porque falei muito a língua, e ainda tenho um contato em Firenze. Quer dizer, um não! Dois: Marco e Yuri... Ontem também fui ver Poli, Pércia e Paula na casa delas. Estavam esse fim-de-semana em Recife, e como isto é um acontecimento... Pena que eu estava apressada, porque ia ainda arrumar a mala, etc... O engraçado é que a Nêga ainda me chama para ir para São Paulo... Ai ai ai... É tão estranho! Cara, algo que eu queria tanto, e eu sempre digo que é a única cidade do Brasil pela qual deixaria Recife... Mas, a minha vida mudou! Foi como eu disse a ela, ontem. A vida mudou, e hoje São Paulo é como se fosse uma imagem onírica... É como se eu tivesse sonhado com São Paulo, e às vezes as imagens desse sonho aparecem. Sei lá... Então, mas a imagem de ontem, o acontecimento do fim-de-semana não foi nada disso. Vocês não acreditam: lembram o meu mito? Eu o vi ontem, no shopping, com a esposa e a filhinha. Quase infartei! Sério! Olhem, eu o vi de longe, e sabe quando mesmo sem ver bem a pessoa você sabe que é ela, mesmo sem saber como sabe? Pois bem! Puxei minha amiga Arichele pelo braço, e, juro, sem nem mesmo perceber fiz uma coisa que nunca, simplesmente nunca, havia feito antes: furei a fila do elevador panorâmico. Sério! Ele e a família eram os primeiros da fila, e como fui chegando correndo, as pessoas que vieram após ele na fila entrando no elevador, e eu entrando também. Juro que nem me toquei que tava furando fila. Só quando minha amiga disse, morrendo de vergonha! Mas tudo o que eu queria era observar tudo – claro que com minha amiga na minha frente, para que ele não me visse e eu pudesse observar a esposa dele. Poxa! Tava tudo tão lindo... Ele com a filhinha no braço... e eu pensando que poderia ter sido eu ali, ao lado dele... Coisas da vida! Mas, continuando, saíram do elevador e os fui seguindo, de longe, morrendo de medo de que ele olhasse para trás, enquanto a minha amiga brigava comigo, que aquilo era absurdo, não era normal, era já obsessão, etc... Resolvi ligar para o celular... nem sei o que queria dizer, acho até que não falaria nada... Mas, como sempre, segui o impulso. O fone chamava, chamava, mas ele nem mesmo o viu tocando... Até porque eles entram naquele restaurante do piano, no meio do shopping, e algumas pessoas, em uma mesa, se levantaram para cumprimentá-los... É, enquanto isso, os meninos me questionavam o que acontecia, e eu só respondia: “Nulla, nulla... dammi soltanto um tempo perché dovrò risolvere una cosa...”. Depois, eles, rindo, me disseram: “Quem era? Um namorado ciumento?”. Eu: “Niente... lascia stare!”. É isso, povo! Será que minha amiga Chele tem razão? Será que isso já é doença? Cara, eu, na época nem me apaixonei por ele, como é que ontem, eu estava com as mãos geladas e tremendo feito alguém no pólo norte sem agasalho? Não sei... Vai ver que ele representa aquilo que eu queria pra mim... Não sei mesmo! O pior de tudo é que acho que existem poucos “*****” no mundo. O que me dizem disto? Tudo isso mexeu muito comigo. Não posso negar que hoje eu estava “à flor dos nervos”. Pra variar, ainda mais uma porrada de trabalho! Saí hoje do trabalho era 19 horas. Isso mesmo, caros! Quatro horas depois do que eu deveria! E ainda chegou uma gestante às 18 horas, onde a unidade já estava fechada, e não sei porque cazzo o vigia abriu pra ela, e queria que eu a atendesse. Eu disse que passaria os exames, mas atender não! Aí, ela: “Ah, mas eu fiquei esperando a senhora até as 2 horas da tarde...”. Aí eu disse: “Eu cheguei às 2:15 h porque fui fazer visitas domiciliares e estou aqui até uma hora desta, que não é mais minha obrigação!”. Mandei voltar na próxima segunda, e ela disse que não sabia se voltaria! Expliquei a importância do pré-natal, pedi os exames admissionais, e pronto. Ah, ma vaffaculo! O povo hoje em dia pensa que somos as piniqueiras dele... A gente paga uma bosta de um plano de saúde caríssimo, passa um século pra conseguir o médico que quer, espera a tarde inteira lendo Caras (quando tem), e não reclama. O povo não pode esperar meia hora, porque tem almoço do marido, tem menino, ou nada mesmo, mas os empregados aqui têm de fazer o que querem. Dar o remédio que querem, e como querem. Será que se perdeu a noção de quem é o profissional e quem é o paciente? Como diz meu colega de trabalho: “Médico é como sal: usa branco e é barato” (mais ou menos assim!)...kkk! Eita área ingrata! Bem, mas agora quero mesmo é tomar um banho... e depois dormir! Gente, se alguém ainda me lê, orem por mim, essa semana. Eu sinto que algo (de bom, espero), vai acontecer. Preciso de forças! Beijos a todos. Escrito por Fê Colares às 14h35 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] "Tire o seu piercing do caminho que hoje eu quero passar, quero passar, com a minha dor..." A revisitação de um clássico da música brasileira, neste refrão, nos traz a uma canção estupenda de Zeca Baleiro. O antigo "tire o seu sorriso do caminho que eu quero passar com a minha dor", nos remete agora à rapidez das relações. Em um momento de "relações fast-food", a pressa nos leva também à superficialidade. Até onde vale a pena tantas relações, e nenhuma verdadeira? "Não me diga que me ama / Não me queira, não me afague / Sentimento: pegue e pague / Emoção: compre em tablete / Mastigue como chiclete, jogue fora na sarjeta...". Escrito por Fê Colares às 23h41 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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