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Intermezzo | |||||||||||||||||||
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Sobre boca, beijos e afins "Boca: nunca te beijarei. Drummond de Andrade Tô querendo me distrair com algo diferente esse fim-de-semana. Depois de trabalhar 24 horas (tô de plantão sexta noite e sábado dia), eu bem que mereceria uma balada, né? Mas acho que vou estar tão morta que não teria pique pra dançar. Bem, mas uma forma de desestressar seria... beijo na boca! Eu quero, pra celebrar e reafirmar as mudanças, um beijo na boca. O problema é que não quero um beijo na boca de ninguém específico, não há um sujeito na qualidade de "objeto de desejo"... Entretanto, também não pode ser qualquer um, assim, que se ache na beira do caminho... é tão sem-graça! Eu quero um beijo na boca com gosto de "batida de carambola". De repente, eu, que não bebo, lembro um gosto que senti há tanto tempo, quando bebia. Mas eu não me interesso só pela boca; a boca tem um dono. Onde vou achar um dono com boca de fruta (e não é qualquer fruta, hem? Tem de ser carambola! hehehehehe), com uma conversa aprumada, em um sábado à noite, depois de um plantão básico? Mas não precisa passar pelo "teste do Inmetro" não... não procuro um marido. Procuro uma boa companhia que eu possa beijar (minhas amigas são companhias maravilhosas! Mas, queridos, graças a Deus, não temos um ritual safista...hehehe). Assim, a coisa ainda complica mais. Tinha de ser eu e minhas invenções, né? Como isso é impossível de ocorrer, e como, na realidade, eu estaria correndo o risco de seguir a moda e banalizar as coisas, está decretado que não terei o beijo! Não assim. Não agora. Mas, ao menos, já tenho o que dizer quando quiser beijar alguém. Recitarei Drummond. Bem, das duas, uma: ou ganho um beijo impregnado de emoção, daqueles de filmes dos anos 40, que faz até a curvinha do quadril, ou o menino "fecha o diagnóstico" de "distúrbio de personalidade", e sai correndo... é um risco! Beijos a todos com gosto de manga, ou da fruta que quiserem (menos carambola! essa aí eu vou achar um dia, e, assim, será a confirmação... é a boca que eu esperava! hehehehehe).
Escrito por Fê Colares às 23h01 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Sobre revoluções
"Fazer revolução hoje em dia é difícil. Antes, bastavam drogas e cabelos compridos, e, automaticamente, éramos contra o sistema. O que antes era subversivo, hoje se compra em lojas. Camisetas do Che Guevara, adesivos anarquistas... ... de todas as revoluções que ocorreram, ficou claro que apesar de algumas fracassarem, as melhores idéias sobreviveram. O mesmo se passa com as revoluções pessoais. O que dá certo, o que sobrevive em nós, nos torna mais fortes." Edukators Vivemos em um mundo repleto de crenças. Você pode crer em tudo: em Deus, em deuses, em você, na humanidade, na natureza, na força do dinheiro, em fadas, em espíritos, em ideologia política, em gnomos, em santos, nos animais... As crenças são múltiplas, e tantas que nem mesmo conheço um décimo da parte. Há a pluralidade e a miscigenação de crenças. Talvez, agora, pela globalização, isso seja mais evidente: posso estar aqui e entrar em contato com a filosofia budista, originária lá do outro lado do mundo. Mas isso não é um fenômeno recente. Já na Antigüidade, bem antes de Cristo, já ouvia-se falar nisto. A idolatria sempre existiu. Mas, apesar disto, por que ainda nos perguntamos tanto no quê crer? Por que ainda somos tão perdidos? Sou cristã, ou, pelo menos, era. Tive experiências fortíssimas com Deus. Maravilhosas. Mas já há muito tempo não me venho identificando com igreja nenhuma. Nada. Não concordo com sincretismo (essa é a minha visão), mas também não concordo com idéias radicais em relação a outras religiões. E, olha, quem está falando aqui é considerada uma pessoa radical. Mas, ao menos em religião, sou ecumênica. Por exemplo, em relação aos cristãos, acho que eles (nós?) deveriam perceber as afinidades e trabalharem juntos, em vez de estarem brigando entre si. Mas, na realidade, não é bem isso que ocorre. E não é só entre os cristãos não. O que dizer dos mulçumanos? Agora mesmo estou lendo o livro de Ali Kamel, "Sobre o Islã", e tenho me inteirado um pouco das diferenças entre xiitas e sunitas, por exemplo. E não tô falando dos totalitários, mas dos mulçumanos normais... O que dizer também das ideologias políticas? O que falar de pessoas que acreditam piamente em idéias, a pontos de fazer revoluções? A História está aí, pra contar... atualmente, as revoluções não têm mais força. Seria isso por conta dessa idéia que ser revolucionário é "cult"? Como a frase que transcrevi do filme, hoje em dia é bonitinho falar em Che Guevara, sem nem mesmo saber quem mesmo foi ele. Não, eu também não sei tanto... mas, ao menos, não faço pinta de "culta", "engajada", "petista", "de esquerda"...hehehe... Não faço tipo! Odeio quem faz tipo! Mas uma coisa é certa: precisamos acreditar. Eu preciso acreditar! Eu acredito em Deus. Tenho absoluta certeza da Sua existência. Podem me chamar do que quiserem, mas eu tenho certeza disto. Isso talvez, me faça sentir pior. Eu acredito. Tive provas. Mas acabou. Cessou. Hoje, não vejo o cuidado de Deus na minha vida. É engraçado, porque eu sei que Ele existe, sei que é Onipotente, Onisciente e Onipresente, e não consigo visualizá-Lo concretamente mais, na minha vida. Ele desistiu de mim. Normal. Às vezes desistimos mesmo. Escrito por Fê Colares às 22h49 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Tem muito "Joselito" no mundo! Gente, nesse sábado tenho algo trágico-cômico pra contar: Hoje fui à casa de praia de minha amiga Elaine, pra aqueles "programas-família", embora eu não seja parente; entretanto, como conheço a família há muitos anos, convivo muito, tenho uma relação agradabilíssima com todos. Era o aniversário do pai dela e a festa também porque o irmão dela, que mora fora do país, está de férias aqui. Então, justamente relacionado a esse irmão sucedeu uma "joselitice" de uma tia, uma "anciã metida a jovenzinha" que tive o desprazer de conhecer hoje. Acontece que, como já comentado, tenho muita intimidade com todos da casa, e a mãe da minha amiga, em tom de brincadeira, me pergunta o que achei do filho dela, o tal que mora fora. Embevida no mesmo clima, respondo que não darei a minha opinião porque a esposa do rapaz pode ter ciúme. Todo mundo ri, e o assunto seria esquecido, se não fosse a digníssima senhora, a tia desocupada, que por não ter filhos, marido, vida social, quer mesmo é ver uma cena de novela mexicana, principalmente se houver um "babado". Pois bem, essa tia, ficou dizendo gracinhas, que ia comentar o meu comentário com a esposa do menino - nada a ver!!! No fim, cochicha com o sobrinho, olha pra mim, ri, faz "caras e bocas". Aí, então, fiquei "emputecida". O sobrinho, depois, vem conversar comigo, envaidecido, e eu ainda fico mais enraivada. Chamei minha amiga, contei tudo, me despedi, e pronto! Imagina... a coitada da família tem culpa não... Quem tem culpa de ter um Joselito, um Sem-noção? Minha amiga me pediu mil perdões, tá morta...e disse que vai conversar, junto com a mãe, com todas as partes envolvidas... Ah, mas se eu pego aquela véia... Então, colegas, vamos pensar um pouco nos "joselitos"... O que ocorre com eles? É algum distúrbio mental? É safadeza? É uma doença genética? É um vírus que passa pela água? Vai entender! E o pior, é que a praga é mundial. Já que estou ainda irritada, e falando de "joselitices", vou contar outra que ocorreu comigo: Estou eu, em um natal há alguns anos atrás, em Napoli, pra conhecer a família do meu digníssimo noivo. A família, leia-se a avó e tia materna, e tias-avós, primos, etc... Bem, ficamos na casa da nonna, uma pessoa maravilhosa, mas a tia do meu digníssimo (de novo a "tia" - será que é um novo tipo de praga remanescente do Êxodo: "Haverá tias que se transformarão em rãs, com suas línguas a passar em tudo e em todos"? hehehehe)... a tia do meu digníssimo surtava, à noite, e a partir de determinado horário não deixava mais ninguém, ninguém mesmo, entrar em qualquer um dos dois banheiros da casa, pois, como ela ligava o aquecedor, se abríssemos a porta "iria entrar ar frio e o haveria uma mudança de temperatura no banheiro" (sic). Me digam: é ou não é louca? Essa sim é caso de CID na Psiquiatria. Tenho certeza que aquela mulher é, no mínimo, esquizofrênica! O dois banheiros... Imagina que o meu digníssimo me diz isso já no elevador, quando estou chegando "apertadíssima" de um evento social, e quando digo isso, os dois (meu ex-noivo e meu ex-cunhado) se entreolham, como se eu estivesse dizendo: "Amor, entrei em trabalho de parto"... Pois bem, eles me relatam a "joselitice" da tia, e eu fui quem surtei... Minha gente, eu ENLOUQUEÇO com vontade de fazer xixi... É verdade! Minhas amigas já sabem, meu ex também sabia - se tenho vontade de fazer xixi, ou faço ou não raciocino! Pois bem, meu ex, compadecido, dizia: "Vá, pode ir...". Mas eu não queria provocar um "causo" na família, e fiquei a noite inteira com a bexiga cheia - imagina o mico se eu fizesse xixi na cama? Aff... Mas, não, caros colegas, graças a Deus "fui uma mocinha"...hehehe... e no outro dia, acordo cedo, vou ao banheiro, me arrumo e chamo logo meu ex pra ir embora. Parece "pastelão americano", mas é a mais pura verdade... Pois bem, meu povo. A gente está sujeito a todo tipo de gente no mundo. Todo tipo. O discurso politicamente correto, o discurso cristão e vários outros discursos nos dizem para sermos "tolerantes, harmoniosos", mas eu tenho o meu discurso. Ao menos na minha vida eu o aplico. De acordo com a minha experiência e a minha (im)paciência, não sou obrigada a conviver com gente assim. Se for em um ambiente de trabalho, vá lá! - afinal de contas, eles empestearam tudo -, mas se é na minha vida pessoal, corto relações! A vida é curta, estressante, e devemos procurar meios para uma melhor qualidade de vida. Beijos a todos... Escrito por Fê Colares às 00h45 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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