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A vida é mesmo complicada ou somos nós quem a complicamos?

A vida deveria ser uma equação matemática: afinidade + afinidade = relação feliz!

Infelizmente, não é isso que ocorre. Contrariando o bom-senso, muitas vezes relações que tinham tudo pra dar certo, simplesmente não dão. E aí, se questiona o porquê. O pior é que nem sempre sabemos. Não basta conjecturar, não basta. Podemos conjecturar uma vida inteira e simplesmente não saber mesmo.

Daí, quando não entendemos as coisas, vem a velha frase:" Mas tudo tem um porquê, mesmo que não saibamos qual é... lá na frente, você vai entender!". Tá, por favor! Não vamos entender sempre não! Como diria Carrie:" ...geralmente, quem diz isso são mulheres recuperando-se de uma separação [...] as mulheres têm que [...] aprender uma lição. Por que temos tanta pressa de passar da confusão para Confúcio?".

Acho que problematizamos a vida. Entretanto, eu, particularmente, não sei fazer diferente. Porque penso, e como, graças a Deus, faço muito isso, não aceito as coisas assim, como são, simplesmente porque são. Têm de ter um porquê. Têm de fazer sentido. Embora, estou aprendendo, nesse amadurecer (?) que nem sempre a vida faz sentido. Nem sempre aquela pessoa que não tem a mínima afinidade com você não pode ser sua amiga. Ela pode gostar de pagode, mas pode ter um coração grande. Da mesma forma, aquele rapaz que gosta de tudo que você gosta, é a sua imagem no espelho, nem sempre é a pessoa certa pra estar com você. E, aquele lá, que nem sabe do que você está falando, que pensa que Confúcio é uma variante pra confuso... de repente, esse é o cara! Aquele que te dá segurança, e que te faz ver que não é preciso complicar...basta se livrar das amarras!

Beijos a todos.

P.S.: Tá chovendo... fazia tempo que não chovia. Fazia tempo que eu não prestava atenção ao barulho da chuva. A chuva me dá saudade. Saudade de tanta coisa. Saudade da infância na casa de Mamanguape, coisa que há anos-luz não sinto (ao contrário, sempre faço questão de esquecer, depois dos acontecimentos do último ano). Saudade do tempo em Verona, embora não lembre claramente se choveu quando eu estava lá... Saudade do que fui nessas ocasiões. Saudade de mim.

 

 



Escrito por Fê Colares às 21h43
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