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O mito - O Retorno

Escrito em 18/08/08 - blogado hoje por problema na internet local

 

Hoje eu quero escrever sobre tantas coisas. Faz um bocado de tempo que não escrevo, e repentinamente, tenho tanta coisa para falar. Até porque como estou bastante estressada, vou me desestressar escrevendo...

Eu quero novamente estar debaixo das asas de Deus. Nesse momento estou escutando umas músicas que Humberto passou para o computador. É tão bom estar assim, sentindo que Deus está, ao menos, nos escutando... Eu sei que sou rebelde, porque sei que Ele me chama para a Obra, e eu reluto, e luto, até... É tão difícil! Eu reluto porque olho para os homens, quando deveria olhar para Cristo, mesmo se a obra Dele beneficia os homens.

Ah, os homens... como eu ando descrente com a humanidade! Engraçado dizer isto tendo amigos maravilhosos... Mas é a realidade! Eu queria tanto sentir amor, aquele amor que Jesus falava, o amor filos. Sei lá, acho que faz muito tempo que o perdi, nem mesmo sei onde. Hoje, eu amo quem me ama, quem me é conveniente amar, quem passa pelo crivo do meu senso crítico. Não são poucas essas pessoas, mas... como diria a Palavra, assim é bom demais, né? Ruim é amar aquele lá, aquele “espinho na carne”. Cavolo! Eu simplesmente não consigo! Simplesmente não consigo amar o diferente... Na verdade, como diria Caetano, “...é que Narciso acha feio o que não é espelho”. O pior é quando o outro, o não-espelho, que tem atitudes abomináveis (para ti), ainda se acha no direito de querer te subestimar... Não! É demais, né? Ultimamente, tenho me sentido meio Álvaro de Campos (novidade, hem? kkkk!), e quero bradar a plenos pulmões: “Arre, estou farto de semideuses. Onde é que há gente no mundo?”. Ou mesmo, me valer de palavras bem menos educadas... Vaffanculo tutti!

Mas não! Não vou deixar que os acontecimentos me deixem à margem de mim mesma. Mesmo se dentre um desses acontecimentos é a indefinição da minha vida, e a certeza de que nos próximos dias, nas próximas semanas, ela será resolvida. Ai ai ai, Deus... ah se os desejos do meu coração forem contemplados! Aí sim vou ver que realmente um novo dia começou na minha vida.

A Itália tem reaparecido na minha vida. Essa semana um dos meninos que é meu contato no Badoo entrou em contato comigo porque estava vindo ao Brasil... Então, ele me ligou, veio ao Recife, e fui cicerone. No sábado fomos ao Downtown... Meninos, vou abrir um parênteses aqui: o Downtown, eu havia ido há exatos seis anos, e continua muito bom. Na verdade, só não foi melhor porque a Papaninfa (que amo!) fez um tributo a Pearl Jam, e não sou muito fã deles. Falando em Papaninfas, eu dei por falta de Thiago Guerra (eu era vedete dele – imagina, um pirralho de 23 anos...hehehe!), e de Vinícius. Só depois descobri que eles se transferiram para São Paulo, com a Terceira Edição, que era a banda principal deles (e, agora, única). Que pena! Não vou ver mais Vinny cantando, nem Thiago, que sempre foi o meu preferido. Mas, ao menos, eles estão com mais chances – até já apareceram na MTV.

Mas, voltando a falar nos italianinhos, fomos eu, eles, Gilzinha e Norma... No domingo, fomos eu, eles e Arichele almoçar no “Casa dos banhos”, vulgo “Bar do dique”. Perfetto! Depois fomos ao Recife Antigo, para a feirinha do Bom Jesus... A única coisa ruim foi um estresse com o carro, e resolvemos não ir mais a Olinda. À noite fomos eu e eles ao Boteco. Bem, nessa hora aconteceu uma coisa engraçada: eu, que sempre fui muito “bolada” com essa estória “...do que o povo vai pensar”, meio que me libertei disto ontem. Porque, vejam bem: eu estava no meu bar preferido em Recife, sozinha com dois estrangeiros, em um domingo à noite, que é cheio de homens. Bem, algumas vezes o meu superego queria me massacrar, com o típico “estãopensandoquesouputa”, mas, daí, desencanei! Não tenho jeito de puta, estava conversando claramente em italiano, e não fazendo de conta, escrevendo dicas, e  todos em volta poderiam ver a minha postura. Mas também, se querem pensar... problema deles! Peguei meu táxi, sozinha, e vim para casa. Pronto!

Foi tudo muito legal, porque falei muito a língua, e ainda tenho um contato em Firenze. Quer dizer, um não! Dois: Marco e Yuri...

Ontem também fui ver Poli, Pércia e Paula na casa delas. Estavam esse fim-de-semana em Recife, e como isto é um acontecimento... Pena que eu estava apressada, porque ia ainda arrumar a mala, etc... O engraçado é que a Nêga ainda me chama para ir para São Paulo... Ai ai ai... É tão estranho! Cara, algo que eu queria tanto, e eu sempre digo que é a única cidade do Brasil pela qual deixaria Recife... Mas, a minha vida mudou! Foi como eu disse a ela, ontem. A vida mudou, e hoje São Paulo é como se fosse uma imagem onírica... É como se eu tivesse sonhado com São Paulo, e às vezes as imagens desse sonho aparecem. Sei lá...

Então, mas a imagem de ontem, o acontecimento do fim-de-semana não foi nada disso. Vocês não acreditam: lembram o meu mito? Eu o vi ontem, no shopping, com a esposa e a filhinha. Quase infartei! Sério! Olhem, eu o vi de longe, e sabe quando mesmo sem ver bem a pessoa você sabe que é ela, mesmo sem saber como sabe? Pois bem! Puxei minha amiga Arichele pelo braço, e, juro, sem nem mesmo perceber fiz uma coisa que nunca, simplesmente nunca, havia feito antes: furei a fila do elevador panorâmico. Sério! Ele e a família eram os primeiros da fila, e como fui chegando correndo, as pessoas que vieram após ele na fila entrando no elevador, e eu entrando também. Juro que nem me toquei que tava furando fila. Só quando minha amiga disse, morrendo de vergonha! Mas tudo o que eu queria era observar tudo – claro que com minha amiga na minha frente, para que ele não me visse e eu pudesse observar a esposa dele. Poxa! Tava tudo tão lindo... Ele com a filhinha no braço... e eu pensando que poderia ter sido eu ali, ao lado dele... Coisas da vida! Mas, continuando, saíram do elevador e os fui seguindo, de longe, morrendo de medo de que ele olhasse para trás, enquanto a minha amiga brigava comigo, que aquilo era absurdo, não era normal, era já obsessão, etc... Resolvi ligar para o celular... nem sei o que queria dizer, acho até que não falaria nada... Mas, como sempre, segui o impulso. O fone chamava, chamava, mas ele nem mesmo o viu tocando... Até porque eles entram naquele restaurante do piano, no meio do shopping, e algumas pessoas, em uma mesa, se levantaram para cumprimentá-los... É, enquanto isso, os meninos me questionavam o que acontecia, e eu só respondia: “Nulla, nulla... dammi soltanto um tempo perché dovrò risolvere una cosa...”. Depois, eles, rindo, me disseram: “Quem era? Um namorado ciumento?”. Eu: “Niente... lascia stare!”. É isso, povo! Será que minha amiga Chele tem razão? Será que isso já é doença? Cara, eu, na época nem me apaixonei por ele, como é que ontem, eu estava com as mãos geladas e tremendo feito alguém no pólo norte sem agasalho? Não sei... Vai ver que ele representa aquilo que eu queria pra mim... Não sei mesmo! O pior de tudo é que acho que existem poucos “*****” no mundo. O que me dizem disto?

Tudo isso mexeu muito comigo. Não posso negar que hoje eu estava “à flor dos nervos”. Pra variar, ainda mais uma porrada de trabalho! Saí hoje do trabalho era 19 horas. Isso mesmo, caros! Quatro horas depois do que eu deveria! E ainda chegou uma gestante às 18 horas, onde a unidade já estava fechada, e não sei porque cazzo o vigia abriu pra ela, e queria que eu a atendesse. Eu disse que passaria os exames, mas atender não! Aí, ela: “Ah, mas eu fiquei esperando a senhora até as 2 horas da tarde...”. Aí eu disse: “Eu cheguei às 2:15 h porque fui fazer visitas domiciliares e estou aqui até uma hora desta, que não é mais minha obrigação!”. Mandei voltar na próxima segunda, e ela disse que não sabia se voltaria! Expliquei a importância do pré-natal, pedi os exames admissionais, e pronto.  Ah, ma vaffaculo! O povo hoje em dia pensa que somos as piniqueiras dele... A gente paga uma bosta de um plano de saúde caríssimo, passa um século pra conseguir o médico que quer, espera a tarde inteira lendo Caras (quando tem), e não reclama. O povo não pode esperar meia hora, porque tem almoço do marido, tem menino, ou nada mesmo, mas os empregados aqui têm de fazer o que querem. Dar o remédio que querem, e como querem. Será que se perdeu a noção de quem é o profissional e quem é o paciente? Como diz meu colega de trabalho: “Médico é como sal: usa branco e é barato” (mais ou menos assim!)...kkk! Eita área ingrata!

Bem, mas agora quero mesmo é tomar um banho... e depois dormir!

Gente, se alguém ainda me lê, orem por mim, essa semana. Eu sinto que algo (de bom, espero), vai acontecer. Preciso de forças!

Beijos a todos.



Escrito por Fê Colares às 14h35
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