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BRASIL, Nordeste, RECIFE, BOA VIAGEM, Mulher, de 26 a 35 anos, Italian, English, Música, Cinema e vídeo, Livros MSN - |



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Será que Platão anteviu a minha vida?
Todas as minhas amigas zombam de mim porque amo John Carter. Não, sério! John Carter, pra quem não sabe, é médico de ER, série que passa na Warner, e passava, nos anos 90, na Globo. Ou, pelo menos, era médico de ER, porque há mais ou menos um par de anos ele saiu porque o ator não queria confundir a imagem do personagem com a própria. Assim, o Carter saiu para ir trabalhar na África, e para ficar com o amor da sua vida. Quer coisa mais doce?
Mas, e por que tô falando de Carter agora? Por que será que teimo em contar todas as aventuras dele, desde o tempo acadêmico-adolescente-atrapalhado até o homem maduro que ele se transformou? Será pela cara de abobalhada que faço? Como diz minha amiga Luciana, parafraseando Roberto Carlos, “..esses amores da televisão!” Mas, tô falando isto porque estava pensando: será que a essa altura da minha vida, ainda tô esperando o homem perfeito?
A verdade é que nem tô procurando alguém. Tô meio celibatária, e quero continuar estando. Não quero estar “pulando de galho em galho”, “curtindo a vida”, ou seja lá como chamam essa tendência fast-food das relações de hoje. Não é por moralismo não! É que não combina comigo. Independentemente de eu estar no Brasil, na Itália, no Nepal. Não dá! Não vou me transmutar porque vou mudar de década, daqui há alguns meses, ou mesmo de país. Definitivamente não! Não quero, a cada experiência, pensar que este poderia ser o dono da voz que eu conheceria cada fonema, ou ter de me acostumar e desacostumar com tons de olhos diferentes, a cada experiência frustrada. Nã nã nin nã não!
Mas, a verdade é que lembrei de Carter porque lembrei do meu mito. E lembrei também porque na semana passada eu apaguei o telefone dele dos meus contatos. Afinal, pra que tê-lo aí se ele não é mais um "contato"? Além do mais, no próximo dia 28 é o seu aniversário (não queria correr o risco de mandar uma mensagem ou qualquer coisa do tipo), e, do alto dos seus 36 anos, ele está ainda mais próximo da "minha versão século 21 para príncipe encantado". Sim, porque, na verdade, ele é bem diferente do que eu, no meu conturbado tempo pré-formatura, com monografia, plantões, sonhos e a voz suave dele no meu ouvido, do que eu mitifiquei. Tenho certeza de que ele não deixaria a emergência onde trabalha e iria comigo para o Congo, trabalhar no MSF, ou na Cruz Vermelha, Branca, Verde, ou de qualquer cor do aro-iris, que pudesse desculpar o dia-a-dia onde pensamos apenas em nós. Não! Ele não deixaria os concursos que fez, e faz, para ir comigo, e nem tampouco deixaria essa segurança que acho medíocre. Não preciso superlativizar até a letra dele (“ai, tem letra mais linda que essa não, né?).
Ei! Ô ô...Psiu! É melhor voltar à realidade, e esquecer este mito, e Carter, e até aquele italiano, que também tem um pouco de Carter, que disse que queria te comer, e que você sabe que jamais seria comida por ele, apesar da tentação que ele representa. Menina, acorda! Alôôôô! Amores platônicos não podem existir na tua idade. Volta pro teu corpinho, e pra a realidade que impera nele. Nem que seja pra continuar celibatária....kkkk!
Beijinhos comportados a todos.
Escrito por Fê Colares às 22h43
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"O amor é como um grão?"
"Drão, o amor da gente é como um grão..."
Eu estive pensando tanto esses dias. Apesar de não estar escrevendo frequentemente, por motivos mil, dentre eles a ansiedade pré-viagem (sim, isto mesmo, "pré-viagem". Se alguém ainda lê este blog, quero dizer que tô esperando o meu visto sair pra ir embora. Vou morar um tempo na Itália, se for da vontade de Deus!). Então, basicamente pela ansiedade do momento, não consigo articular as idéias e explicitá-las, embora, como pede a ocasião, seja um momento de ebulição, e fazer isto talvez fosse benéfico.
"...uma semente de ilusão..."
Pois bem, mas aí tava querendo falar um pouquinho de que me dei conta de algumas coisas.
"...tem que morrer pra germinar..."
Me dei conta de que estou realmente me curando do que sentia pelo meu ex, se é que poderia chamar de "curar" (não era doença não!). Percebi porque nem chorei, apesar de ter falado com ele. Percebi porque hoje tenho a certeza, chego a sentir a concretude, de que vou amar outra pessoa como o amei. Igual. Sem perdas. E que ele realmente ficou no passado. Uma coisa boa, mas que se fechou.
"...plantar n'algum lugar..."
O meu amor tem renascido. Tá certo que tenho renascido desde o início do ano, graças a Deus. Mudei de área de trabalho, tô na área que me aperreio (me aperreio sempre, quando vejo coisa errada!), mas que me faz bem, que sinto, às vezes, um sentido naquilo que faço. Chego a ver resultado do meu trabalho, nem que seja eventualmente. Embora ainda sinto falta da Nefro, do aprendizado, do conhecimento freqüente, e, principalmente, das pessoas (esses dias a saudade tem apertado o coração em relação ao meu querido Barão de Lucena), mas eu sinto que a fase da Nefro passou. Como também esta, em que tenho me colocado no trabalho de "corpo e alma", também passará...
"...ressuscitar no chão..."
...Iniciarei, brevemente, uma nova fase da vida profissional, em outra área, embora será uma mudança da vida como um todo. Tô ressuscitando os meus sonhos. Como canta Ludmilla Ferber: "Não desista, não pare de crer! Os sonhos de Deus jamais vão morrer.... Levanta teus olhos e vê, Deus está restaurando os teus sonhos e a tua visão".
"...nossa semeadura..."
Tá certo que planos muito muito muito longos não consigo não. Mas, pôxa, embora com a síndrome do "cachorro mordido por cobra" (como diz o adágio, "cachorro mordido por cobra tem medo até de linguiça" ...kkkk!), tô vendo, tô lutando, tô me alegrando, acreditando nas possibilidades.
"...quem poderá fazer aquele amor morrer?"
Daí, percebo que este amor, este amor que teimo em procurar, diariamente, este amor pelo que acho importante, devemos realmente não deixá-lo à mercê de influências de terceiros. Como diz Fernanda Young, quando faz um pararelo com a estória "O Pequeno Príncipe", de Antoine Saint-Exupéry, "... quando adultos, aprendemos a olhar os campos de trigo sem pensar nos cabelos de ninguém...". Este amor, ele não poderá ser morto por ninguém.
"Drão, não pense na separação..."
Ontem, pensando na viagem, que é, no momento, a coisa que mais quero no mundo, tava pensando nos meus sobrinhos, João Carlos, vulgo TDB (Tudo De Bom), e Maria Alice, a pequena de três meses. Tava antecipando a falta que sentirei deles, principalmente de João (pelo maior convívio), mais do que de outros.
"...não despedace o coração..."
Mas não quero pensar nisto, porque isso é a vida. E eles têm a vida deles; minha irmã, graças a Deus, tem a vida, a família dela. Todos aqui têm a vida deles. Precisamos buscar a nossa. Eu preciso da minha.
"...o amor é como um grão. Morre, nasce, trigo. Vive, morre, pão."
É preciso a transformação. Algumas vezes tomamos o amor por algo estático, cristalizado. Não é. O "amar" é como estar em um lago, atravessando-o. Se tem alguém neste bote, é só pra atravessar com a gente. Além do mais, como diz o Eclesiastes, "...há tempo para juntar e tempo para apartar...". Vou sentir falta de muitos. Mas, como nunca, quero hoje que esta falta chegue. Assim, de mansinho, quando eu estiver lá, para eu não sentir tanto.
Beijos a todos.
Escrito por Fê Colares às 13h54
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