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"Depois de te perder, te encontro, cm certeza, talvez no tempo da delicadeza..."

Madrugada da sexta para o sábado. Tô meio pensativa hoje. Também porque uma pessoa muito querida está passando por um problema de saúde, e eu me sinto sofrendo junto a ela e às outras pessoas que a amam, e a quem amo. E nessas horas voce ate chega a questionar Deus e o porquê de algumas situações, mesmo se, como creio, sei que ha uma explicação pra tudo. Mas me sinto esvaindo...embora se deve acreditar. Sempre.

Hoje comi como uma loba. Nao posso. Amanha devo maneirar, se nao quiser ser a gorda da vez. Não dá!

Sinto falta dele. Temos nos falado, eventualmente, mas o último email foi tão curto, e tão seco - embora ele continue dizendo que sou linda, e eu podia ler em seus olhos que ele era sincero. Ainda não conseguimos nos falar via skype. Eu sei que a tendência é nos distanciarmos, e eu espero que nao demore, porque, se tem de ser, que seja logo! Não quero em doses homeopáticas! Embora algumas amigas ainda digam: "Quem sabe...", eu, eu prefiro nao acreditar. É uma forma de me proteger!

 Entao, eu parti, e espero que a tempo "...da gente se desvencilhar da gente...". Antes eu enchi os olhos, pra lembrar:  o cheiro, a textura da pele, o peito, o olhar...ah, o olhar.  E hoje ainda tenho nítido tudo. Mas o tempo embacerá a memória.

Queria acreditar que o encontraria "...no tempo da delicadeza...". Embora, francamente, eu nao sei bem que tempo é esse. Será que existe?

 



Escrito por Fê Colares às 03h15
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Existem lugares que fascinam porque parecem radicalmente diversos, e outros que encantam porque, já na primeira vez, parecem familiares, quase o lugar natal. Conhecer é frequentemente, platonicamente, reconhecer, o emergir de alguma coisa talvez ignorada até aquele momento, mas sempre existido. Pra ver um lugar, serve revê-lo. O familiar, continuamente recoberto, é a premissa do encontro, da sedução e da aventura; a vigésima ou centésima vez na qual se fala com um amigo ou se faz amor com a pessoa amada são infinitamente mais intensas da primeira. Isto também vale para os lugares: a viagem mais fascinante é um retorno, uma odisséia, e os lugares do percurso diário, os microcosmos cotidianos atravessados em tantos anos, são o desafio.

" Por que cavalgaste por esta terra?", pergunta na famosa obra de Rilke um personagem ao marquês que está ao seu lado.

"Pra retornar", responde o outro.

Assim, assim somos nós.

Começo a sentir falta do que deixei na Itália. Mas essa falta, essa falta eu aprenderei a conviver com ela. Ela estará sempre lá, como "uma farpa incrustada na parte mais grossa da sola do pé", como diria Lispector.

São coisas imanentes à vida adulta.

Música do dia: "Reason" - Hoobastank

 



Escrito por Fê Colares às 23h07
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