Intermezzo  
 
   



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"E o fim? É belo, incerto...depende de como você vê!"

Eita eita, pessoas! Realmente o ditado dos meus últimos dias tem sido aquele: "...o mundo dá voooooltas", e como canta Lenine, "...para os dois.". Nunca pensei que o senso-comum me atraísse tanto, mas ultimamente tenho percebido que há um porquê do senso-comum ser comum: de repente realmente há senso nisso (desculpem o trocadilho!). Mas, olhem...tanta coisa aconteceu. Iniciei um trab que, sinceramente, nem como recém-formada e queria. Lembro de quando terminei a universidade, e tanto eu quanto a minha família decidimos que o melhor seria não pegar "qualquer coisa". Uffa! Daí, hoje, depois de meia década, voilà! Estou eu passando por isso. Mas, já pedi demissão - também nisso, "o mundo dá voooooltas!". Tá um estresse porque querem me fazer pagar aviso-prévio...que merda! Mas vou sair de lá, e vou finalmente atuar como nefro. O ruim é que até lá vou estar louquinha, sem tempo pra nada...aff! Tava de´plantão ontem à noite, amanhã o dia inteiro, segunda à noite, e no meio tempo tem a clínica... Mas tô contente porque ao menos vou poder ver do que valeu a minha residência, né?

Eu soube de algumas coisas da Itália que me deiaram encaralhada. Foi mal aí o palavrão, mas é isso mesmo. Percebi que tantas vezes fui ludibriada, usurpada até, talvez no que é pior: na ingenuidade, no acreditar nas pessoas. Entretanto, como eu vinha dizendo: "...o mundo...". Sei que vocês já não agüentam mais ouvir isto, mas é sério. Bastou uma semana, e a estória rodou, a moeda virou. Inesperadamente recebi uma ligação de alguém que não esperava, um convite pra jantar, assim meio de improviso, que aceitei, e foi um tapa com luva de pelica. Não entrarei em detalhes para resguardar a situação, mas podem saber que valeu a pena!

Nessa mesma noite foi tão marcante isto, que sonhei com o Paolo. Foi tão engraçado: parecia que eu realmente estava ao lado dele. No sonho, ele tava doente (isso reflete o meu universo ultimamente - só vivo de hosp em hosp, trabalhnado, ou em casa dormindo...hehehe), e, por isso, tava tão revoltado, deprimido. Daí eu chegava pertinho, e ficava falando umas coisinhas, e dando os mesmos beijinhos que eu dava nele na realidade, quando estávamos na casa dele. Sabe aqueles beijinhos que se dá nas criancinhas? Eu dava esses beijinhos na face, nos olhos, nos cabelos, no pescoço, nas mãos... Juro que acordei com a sensação de que tinha sido real! Parecia mesmo! E me deu uma saudade...mas não uma saudade doída: uma saudade boa, de quem sabe que nunca mais vai ver aquela pessoa, que as vidas se separaram, masde forma natural, e por quem sempre sempre terei um grande carinho. Diferentemente do que sinto de outras pessoas que deixei lá.

O engraçado é que tava entrando aqui, e pensei no porquê de ter dado a este blog o nome de Intermezzo. E descobri que havia sido porque me achava no intermezzo e que só após eu ir para lá a minha vida iria começar. Hoje, percebo que estar ali foi o intermezzo. Ali eu vivi coisas e fui uma que jamais serei de novo. Não é sendo fatalista, ou dramática (como diria Chele - saudades, amiga - : Fernanda Cênica...kkkk), mas ali...é um tempo suspenso no ar. E que, por agora, prefiro seguir adiante sem pensar muito. A partir de agora, me interessa o agora.

Por fim, quero dizer que a vida segue, "apesar de", como diria Lispector. E, de repente, "é o próprio 'apesar de' que me empurra para a frente".

Beijos a todos.

"Só enquanto eu respirar, vou me lembrar de você. Só enquanto eu respirar."

O Teatro Mágico

 

 



Escrito por Fê Colares às 15h22
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