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Intermezzo | |||||||||||||||||||
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A força... “Quais os sintomas associados aos sentimentos de um relacionamento interrompido com a força selvagem? Introdução do livro Mulheres Que Correm Com os Lobos. Não é o livro que tô lendo agora. Resolvi ler primeiro "Amor Líquido", de Zygmunt Bauman. No fim das contas, um está atrelado ao outro, nesse meu momento de vida - quero deixar claro! Não estou fazendo aqui conexões literárias, mas subjetivas. Em um momento em que o trabalho é a coisa mais importante da minha vida, ao contrário do que sempre ocorreu, é um caso a se perguntar a razão. Não que isso seja ruim. Tem lá suas vantagens ser workaholic e, sinceramente, eu gosto do meu trabalho. Mas o nível de estresse é surreal, e na tentativa de podar os meus instintos (sempre fui muito sangüínea) para viver bem no mundo corporativo, tenho perdido a conexão com o meu eu. É salutar, eu diria até que é imprescindível se transmutar e se podar (quando se tem a natureza irascível) para viver no mundo corporativo, mas tem que se ter cuidado para não ser o oposto e ser "boazinha" demais, o que confunde as coisas. As pessoas confundem! Não é fácil liderar, mas eu sei que tenho espírito de liderança. Só preciso adequar a minha natureza ao que me pede o dia-a-dia. E por que tô colocando isso em relação ao livro de Clarissa Pinkola? Porque acho que na tentativa de me adequar ao mundo, eu me perdi da minha natureza essencial. Tá certo que ser desaforada como sempre fui não é lá muito inteligente. Mas agir da forma que a sociedade pede não é dito também que seja a coisa certa a se fazer. Comecei, por mim mesma, a tomar antidepressivo. Não porque esteja em depressão, mas pra sanar essa TPM fdp que a cada mês me massacra. Passei dois meses no paraíso, mas esse mês, com MAIS de uma semana de antecedência, já sinto os prenúncios. Eu viro um Gremlim! Incrível! Ser mulher é muito louco... O livro de Bauman...é para poder entender porque aderi ao movimento global de relativizar e superficializar tudo, inclusive os relacionamentos em geral: amizades, famliiares e, claro, afetivos também. Em uma fase de muita balada, muita festa...chego a me perguntar: pra que estou agindo no automático? Ao mesmo tempo, pra que ficar em casa pensando na morte da bezerra...hehehehehe? Tenho conhecido muita gente. Feito algumas amizades, conhecido vários homens, cada um essencialmente diferente. Mas que no fim das contas me remete à mesma questão: é tudo muito superficial. Também não quero indagar muito, como sempre fiz. Mas viver no automático...nunca foi do meu feitio. A parte boa é que FINALMENTE posso dizer que deixei a Itália, e tudo o que ela representa, para trás. É muito boa a sensação de liberdade! Acho que só por isso vale a pena comemorar, e comemorar, e beber todas, se eu bebesse...hehehehe! Após ter descoberto que meu ex-noivo hoje tem uma filha, e de ter chorado a noite inteira, e ter ido trabalhar com os olhos inchados e mentindo na clínica que era uma crise alérgica (kkkkk!), eu finalmente, sei que ele é um fdp e posso esquecer tudo. É como se o que vivi não fui. Foi um parêntese de mim! Mas esse fds tenho livre. Pena que não poderei viajar. Primeiro porque a minha irmã tá doente, e o marido dela está de plantão no domindo (dia fatídico: todo domingo estamos sem empregada, e é um saco cuidar de dois meninos e dar uma de doméstica). Segundo, porque adoraria ir a Porto de Galinhas, mas por aqui não pára mais de chover (pelaamordedeus!). Terceiro, vou fazer uma farrinha básica, com Rachel, minha colega de residência, que está vindo de Caruaru só com esse fim (kkkkkk!). Vamos ver como serão os próximos meses... Beijinhos...
Escrito por Fê Colares às 12h01 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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